sexta-feira, 9 de abril de 2010

Os sete pecados capitais

A inveja é uma coisa feia. Quando queremos tanto ser como outra pessoa, ter o que ela tem, ganhar o que ela ganha. No fundo, temos vergonha do que somos. Não suportamos que o outro seja melhor do que nós. E fazemos tudo para tentar que mais ninguém o veja.

“Não sei se o Hulk é decisivo. Jogou contra o Benfica, perdeu. Jogou contra o Arsenal e foi goleado. Apesar de não ter estado em nove jornadas continua a ser aquele que mais bolas perde”, Luís Filipe Vieira.

Só que às vezes a inveja deixa-nos ficar mal. Principalmente quando os outros são mesmo muito melhores do que nós.

“Quem disse isso? Não conheço. Só conheço Pinto da Costa e gosto muito dele”, Hulk.

E já devem ter ouvido falar da ira. Raiva, cólera fúria, rancor, tudo misturado. Quando temos um trauma e não sabemos resolvê-lo a não ser com a violência, pois faltam-nos outros argumentos.



A ira pode ser castigada. E deve, aliás. Mas nem todos nos chamamos Sapunaru ou Hulk.

O que nos leva à vaidade. Quando queremos que todas as atenções se centrem em nós, quando extrapolamos o que temos de bom e escondemos o que temos de mau. No fundo, acreditamos que somos os maiores do mundo.



Mas não somos.

E temos preguiça em admiti-lo. Demoramos muito tempo a admiti-lo. Sabemo-lo, mas não o dizemos. Por preguiça.





Nem quando as imagens o dizem por nós.

Temos uma espécie de desejo insaciável. Chama-se gula. Não nos contentamos com um pão, ou uma Taça da Liga. Queremos tudo porque achamos que merecemos tudo.



E lá vêm os outros estragar-nos o esquema. Sempre os mesmos outros.

E aí chega-nos a avareza. O medo de perder. O estarmos sempre de olho nas nossas coisas porque elas podem fugir para outro lado. Como é habitual.









Quando tudo nos foge e nós nos tornamos invejosos, cheios de ira, enchemo-nos de vaidade e de gula, deixamos a preguiça e a avareza de lado e perdemos toda a vergonha... cheios de luxúria, entregamo-nos ao único prazer que nos resta.







O benfica vai ser campeão. Preparem-se.

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