terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quo Vadis, Benfica?

Era óbvio que íamos ganhar em Portimão: estou no estrangeiro e isso nunca falha. Mas até ao longe se vê quão mal jogamos. O Benfica arrasta-se em campo, sem alegria, sem paixão, cumprindo os mínimos que, unidos ao Campeonato de 2009/2010, previnem que a equipa saia de campo debaixo de assobios.
Continuamos - e continuaremos - a pagar o facto de não se terem comprado jogadores (bons, maus, assim-assim) para as posições dos que sairam.
O treinador mantém o discurso do ano passado quando a equipa está a milhas do que brilhou. Um dia (com os azuis?) a casa virá finalmente abaixo e um reality check chegará à Luz.
Ganhámos 4 últimos jogos no campeonato e, tirando contra o Braga (que não vi, mas pelo que li), parece que só batemos equipas com projecção ofensiva nula, incapazes de nos fazer sofrer em contra - ataque. No dragão, face à velocidade do contra golpe azul, vamos manter os três (sim, três!) números 10 à frente de Javi Garcia? Enfim.




De resto, nada de novo no futebol português: pelo que leio, a União de Leiria foi ao dragão sem Silas, Hugo Gomes e Vinicius (habituais titulares) por...opção técnica. E Carlão começou no banco. Ainda assim, parece que jogaram "sem medo".

Mas, mais vergonhoso ainda, sobretudo para um clube com a história democrática e - porque não dizê-lo? - anti-fascista como o Sport Lisboa e Benfica, é a notícia que vamos a Luanda servir de compinchas a uma ditadura. Um nojo.

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