quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

2010

Em 2010 fomos Campeões. A jogar lindamente, a meter medo quando entrávamos em campo. Parece que foi há mil anos, mas foi ainda neste. A maneira como Saviola se mexia entre o lateral e o central e no espaço entre o trinco e os centrais era divina. Aimar parecia que tinha 20 anos, Di Maria finalmente crescera e à direita estava um rapaz de selecção brasileira. Tudo ia bem.

Não consigo engolir que no final de 2010 não continuemos em primeiro. Não consigo perceber como é que uma equipa que ganha 24 jogos em 30 de repente desaparece e  foram tantos os erros de gestão em tão pouco tempo que até me custa escrever isto.

Foram aqueles 3 secos na final da Taça da Liga depois de jogarmos à Benfica em Marselha.
Os 4 ao Leixões, com um mal anulado pelo Lucílio, num daqueles jogos em que antes encostávamos sempre.
O Aimar a sentar o Rui Patrício, a bola adiantada e ele acelera a passada e mete-a por cima do Grimi.
O sofrimento estúpido do jogo com a Naval e em Coimbra.
A alegria da Luz. Ser Campeão.

E de repente, 3 jogos perdidos em 4. E aquilo no Dragão. Exibições patéticas na Champions.
A equipa sem alegria, a fazer-nos um favor por estar em palco. Já não há sorrisos, já não há garra, já não puxam por nós ao ponto de puxarmos mais por eles (o golo do Javi à Naval).
Tudo são sombras de um 2010 que me parece ter sido noutra vida. O problema é meu, que de tanto sofrer nem consigo gozar como deve ser as vitórias.
2010 parece-me ter sido noutra vida. E em Maio de 2010 eu fui tão, mas tão feliz.

Bom 2011, Benfica. Por favor, faz o milagre de ainda voltares a ser Campeão.

1 comentário:

  1. Parece me um texto excelente...sei de tudo o que fala...falta a alegria e a garra!

    :) vou seguir...

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