quinta-feira, 29 de julho de 2010

Miguel Veloso: a banana ou a meloa podre?

Pelos vistos Miguel Veloso está mesmo a caminho do Génova, pelo que tenho de me penitenciar por ter gozado há uns dias com o rapaz, como se nenhum grande clube europeu estivesse interessado nele.

Depois de promessas e promessas de que o médio gorduchinho iria ficar no sportem por amor, coloca-se agora a questão: será Miguel Veloso uma banana ou uma meloa podre?

Banana pelo cabelo, meloa pelo formato do corpo. É a minha dúvida.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

On/Off

É lixado, mas não nos portamos em público como nos portamos em privado. Não dizemos sempre aquilo que verdadeiramente pensamos, portamo-nos de outra maneira. E às vezes brincamos, e às vezes dizemos coisas com uma maldade ou sentido de humor que as pressões sociais não deixam dizer em público.
Os comentadores da Sporttv podem dizer o que quiserem em privado e eles achavam que estavam em privado. É pidesco andarmos a criticar um tipo por dizer uma piada em privado contra um guarda - redes que até nós, Benfiquistas, gozamos entre nós. A liberdade de expressão é bonita e não fica bem ao SL Benfica fazer qualquer comentário oficial que a possa atacar.



Mas não deixemos que o assunto fuja só para a "liberdade de expressão". Se os comentadores tivessem sido apanhados a dizer: "Vou abrir assim: VEM AÍ O CAMPEÃO!!!!" o que é que era dito? O que era escrito? Quantas vezes íamos ouvir expressões como "clube do regime" e coisas assim? Mas os comentadores não são todos do Benfica? Mas a cantilena não foi sempre essa: que nós dominamos, que aparecemos nas capas de jornais e por aí adiante? Não andam sempre a dizer que árbitros e jornais são do Benfica? E agora? E estes, também são?


Repito: estes três jornalistas tiveram galo - já outros o tiveram - porque pensavam que tinham o microfone desligado e não era assim. Paciência, não são melhores ou piores pessoas nem jornalistas por isso. Mais grave do que se passa em "off" é o que se passa em "on". Mas isso são contas de outro rosário.
A única coisa a retirar é que uma mentira com anos e anos de instituição ficou coxa. Estamos cá para ir registando, para que a memória perdure. Porque sem memória não há resistência possível.


Vamos todos dizer: hoje não há frango à Roberto!

Os jornalistas da Sporttv foram surpreendidos por um vídeo no YouTube onde se ouve o que não é suposto ouvir-se: as suas palavras antes do jogo benfica-sunderland. Basicamente, um deles diz na brincadeira: "vamos abrir com hoje não há frango à roberto".

O benfica exige agora um pedido de desculpas da televisão codificada. Por uma coisa que não foi para o ar, mas que foi para o YouTube. Por uma brincadeira, nem sequer maldosa ou malcriada. Apenas uma brincadeira.

"É daquilo que dizem nas nossas costas que melhor percebemos a intenção e o alcance dos comentários e observações que são produzidos publicamente", diz o comunicado, acabando por ameaçar que não vai "colaborar" mais com a Sporttv até ouvir as tais desculpas.

Às ameaças do glorioso já todos estamos habituados, mas não deixa de ser criticável que o façam cada vez mais à comunicação social. E, pior, que esta ceda a maioria das vezes.

Pedir desculpas por uma coisa que não foi dita na emissão, por uma coisa tão insignificante, é vergonhoso. Mais do que um atentado à liberdade, é um acto de descaramento.

Só queria, sinceramente, que alguém se lembrasse de gravar o que os próprios responsáveis do benfica dizem do Roberto. Quando estão à vontade, na brincadeira...

Vejam ao minuto 1.55

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pecado capital: inveja

A pré-época deixa-me sempre com um bocado de inveja dos meus rivais. Desde logo porque eles têm direito a ver os jogos do seu clube e eu não. Talvez o defeito seja do meu clube, que não compreende por que razão o serviço público de televisão não aparece nos primeiros dias de estágio no estrangeiro. Ou talvez seja mesmo para ser assim.

Depois, confesso, tenho inveja dos troféus. Vamos a dia 27 de Julho e benfica e sportem já ganharam coisas. E o Porto? Népias! Normalmente, só arrancamos na Supertaça, o que me deixa deveras triste.

E, por último, claro, morro de inveja das capas dos jornais. Vejamos o David Luiz e o Miguel Veloso, por exemplo, grandes recordistas de manchetes neste defeso. Agora tudo indica que ambos fiquem cá, enquanto o meu Bruno Alves, que passou algo discreto, estará a horas de assinar pelo Zenit por pouco mais de 20 milhões de euros.

Espero que a época comece rapidamente para eu me alegrar um pouco.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Baía nunca vai sair do Porto

Foi hoje anunciado que Vitor Baía não será mais director de relações externas do F. C. Porto. Segundo o próprio, está na altura de se dedicar "a cem por cento" à sua fundação, conhecida pelas causas nobres que defende.

A especulação, como é normal, já surgiu e muitos adivinham esta saída como um sinal do romper de relações com o presidente Pinto da Costa.

Eu não estou lá para ver, mas como portista posso corrigir os títulos: Baía não saiu nem nunca vai sair do Porto. Ele será sempre um de nós, estará sempre connosco e terá o seu lugar sempre assegurado no nosso clube.

O jogador mais titulado de todos os tempos não será esquecido. Boa sorte Baía e volta depressa!



Recordo o texto que escrevi quando ele abandonou os relvados:

Quando for grande quero ser como o Baía!

Sou mulher e, por isso, não cresci a dar toques na bola e a querer ser futebolista. Apesar disso, sempre estive em contacto com o futebol, sobretudo devido à minha família. Sempre fui do Porto e hoje agradeço nem sequer me terem dado outra hipótese.
Com os anos, o sexo feminino fez-me uma leiga na matéria. Eu pensava que o treinador do Porto era o Pinto da Costa e o meu jogador preferido era o Bandeirinha, só porque eu tinha um colar em forma de chave.. mas que podia ser perfeitamente uma bandeirinha.

Em 94, colei a ver os jogos do Mundial. Torcia pelo Brasil porque gostava do Bebeto (devia ser pelo nome, sei lá) e porque adorava a expressão cá de casa: "Cafú, vai à linha!" sem fazer a mínima ideia do que isso queria dizer.

Os anos do Penta trouxeram-me um novo amigo: o Estádio das Antas. Só ia a jogos pequenos, mas sentia-me enorme. Pouco reparava no jogo em si, mas as personagens à minha volta fascinavam-me.
Nessa altura descobri que, tendo nascido em Paranhos, se justificava um carinho especial pelo Salgueiros. E, apesar dos avisos do meu avô - "olha que eles são todos mouros" -, dei por mim a torcer para que todos os Porto-Salgueiros ficassem "só" 1-0 (amigos, amigos; negócios à parte).
Nestes 5 anos, não consigo enumerar todos os meus jogadores de eleição. Desde o Domingos e o Kostadinov, passando pelo Zahovic e pelo Drulovic e a acabar, naturalmente, no Capucho e no Jardel.
No fundo, eu era um alvo fácil. Como qualquer miúda, gostava dos que marcavam mais golos, dos que faziam as melhores fintas e, sim, dos que tinham as pernas mais jeitosas.

Começava assim a assimilar a mística e aprendi as regras do jogo. Graças ao meu avô, aprendi também que "os outros" eram todos mouros e que faziam tudo para que o Porto não ganhasse. Aprendi que os árbitros eram todos "uns cabras" e que o Coroado era o pior deles todos. Apercebi-me que quando o Porto ganhava se falava pouco disso, mas que quando "os outros" ganhavam não se falava de outra coisa.
Fui-me então apercebendo que, mais importante do que marcar golos ou fazer fintas, estava o suor na camisola. A garra, a devoção, a mística.
O Jorge Costa, o Fernando Couto, o Aloísio, o Sérgio Conceição, entre muitos outros, conquistaram o meu respeito e a minha admiração.
Enquanto as minhas amigas colavam nos quartos posters dos Backstreet Boys, eu exibia com orgulho os posters que colei na parede de grandes mestres da técnica como o Secretário e o Paulinho Santos.
E as sucessivas festas na baixa do Porto deram-me a noção que os adeptos de futebol são todos malucos e que esta cidade, esta gente, bem precisam deste clube.

No Mundial de 98 aprendi outra lição muito importante: é impossível ser-se fanático de um clube e torcer pela selecção.

sportem campeão e bi-tri desfeito. "Alto lá, afinal temos rivais!", pensei. Mentira. Pensei antes: "o Bruno Paixão é mesmo um cabra".

Euro 2000 e a loucura em torno da selecção. No fundo, "são todos mouros".

Novo século e boavista cameão. Bem ensinadinha, sei que eles "são todos mouros" por isso nunca pensei "antes estes que os outros". Pensei antes que o Vítor Pereira tinha sido "um cabra" no boavista-FCP.
A propósito desse jogo, falemos de Deco. Mesmo com as lesões a esconderem-no, para mim sempre foi um mágico. Daqueles que causam grandes discussões antes de começar um jogo de futebol na escola, porque toda a gente queria ser o Deco. E este nem tinha as pernas jeitosas.

2 anos sem ganhar o campeonato (ainda que com Taças e Supertaças pelo caminho) foram, se assim se pode dizer, a minha primeira prova de fogo como portista. E vinha aí pior. O mesmo é dizer "vinha aí o Octávio".
Desta época não há muito a recordar. Não conseguia ter jogadores preferidos, tal era a confusão que ali reinava.

Mundial 2002 e a revolta! Devia ter sido o árbitro a dar um soco ao João Pinto e não o contrário.

2002/2003 e 2003/2004. As loucuras de Sevilha e Gelsenkirchen, mais dois campeonatos sem espinhas e o gostinho amargo do Mónaco.
De todos os grandes jogadores que se fizeram aqui (e alguns só foram mesmo grandes aqui), foi Derlei que me conquistou. Pela irreverência, pela garra, pela luta. Deco era um mágico mas Derlei era um Ninja. Aliás, o tempo só me veio dar razão. Hoje o Deco diz muito bem do Porto e tal.. mas é o Derlei que nos continua a dar alegrias.

O choque pós-Mourinho trouxe-me muitas dores de cabeça.. e Diego. Ainda hoje acho que desperdiçámos um grande talento (e umas pernas...!).

Com Adriaanse e agora Jesualdo, temos Pepe, Quaresma e Anderson. Mas prefiro o Lucho. Porque é argentino e porque acho que tem personalidade de Dragão. E, mesmo em baixo de forma, não deixa de ser El Comandante.


A nossa ligação com o futebol resume-se sobretudo a jogadores. Porque são eles que personificam a nossa paixão. São eles que carregam a nossa alma. É como eles que os meninos querem ser quando forem grandes. São os nossos ídolos.
E não foi por acaso que deixei esta palavra para o fim. É porque, para mim, ídolo só há um e chama-se Vítor Baía. O que resta da mística, o que me recorda que, para além de se ter umas pernas jeitosas, é preciso sentir-se este clube.

Se eu fosse um miúdo, queria ser como o Baía.

Porque os anos passaram e vejo o futebol de outra forma.

Agora sei que os golos e as fintas até são dispensáveis.

Agora sei que o Baía é o Futebol Clube do Porto.

Porque agora, como diz o anúncio, já somos todos crescidos.

domingo, 4 de julho de 2010

Deus existe e tem sentido de humor: João Moutinho no porto!

João Moutinho de azul e branco. O gnomo passa do jardim de alvalade para o dragão. Estarei a sonhar?
Há várias coisas maravilhosas: o fecepê vai gastar milhões num jogador que eu não queria no Benfica nem por 5 euros. Um jogador completamente banal, que não remata bem, não passa bem, não é rápido nas transições, não defende nem ataca. Uma vulgaridade permanente que se destaca num clube onde qualquer um que não tenha um penteado aburdo ou não ande à porrada com o director desportivo fica a ser o mais perto de um jogador de futebol que eles já viram.
Depois há que destacar que esta transferência marca o fim dos lagartos como um dos grandes. Um clube que se senta à mesa de um suposto rival para vender o seu capitão a troco de metade da cláusula, do Nuno André Coelho (como disse?) e....da dívida do Postiga (!!!!) acaba de enterrar a sua dignidade sem direito a funeral.


Pior, os seus adeptos descobrem que o poço é, afinal, ainda mais fundo. Que há sempre mais uma humilhação à sua espreita. E, inimaginável, conseguem começar a época ainda mais em baixo do que terminaram a última. ´
Em 1982 eram claramente o 2º maior clube português. Hoje são indubitavelmente o 3º. É o processo de belenensização em curso...
Com o Benfica este negócio seria impossível. Seria o único motivo que faria os lagartos dizerem Basta! a este degredo, um hipotético benefício do Glorioso. Assim chorarão lágrimas, lamentarão a sua condição, o seu triste fado, mas no fundo sabem que nada mudará. Se negociassem com o Benfica, Costinha e JEB teriam finalmente os dias contados como teve Paulo Bento assim que os verdes perceberam quem ia ser campeão.
Felizmente, entre Benfica e porto tudo isto é impensável. É bem mais saudável assim. Se Luisão quisesse ir para o dragão teria que ser paga a cláusula de rescisão e faziamos uma espera na A1 para o matar depois de recebermos o dinheiro. E tenho a certeza que lá em cima era o mesmo. É mais salutar, é mais normal, sabem?  Ou é uma traição (estilo Figo, para mandar mais gasolina para a fogueira) ou não pode acontecer. Já entre eles, a coisa é mais normal: Postiga, Rui Jorge, Bino, Futre... Estranha amizade...

                                        
Mas chamo a atenção dos Benfiquistas para várias coisas: primeiro, gozar demais estas coisas dá sempre galo, portanto devemos só mandar uma ou duas piadas e depois temos que nos borrifar nestes negócios entre a Santa Aliança. Depois devíamos medir o Moutinho. Todas as medidas: altura, peso, perímetro da anca, pescoço (lembram-se do misterioso crescimento do do Maniche?).
Como se pode ver, o novo Moutinho já está muito maior só com os boatos (olhem para estes ombros, a alargar):
                                 

Daqui a 5 anos não vai ter cabelo e vai estar cheio de "mística" e "raça". E se se mantiver a regra de nunca dar amarelo ao menino talvez já não tenhamos muitas razões para rir.
Não podia deixar de lembrar que este blog é a dois e que a Catarina vai ter que engolir um elefante quando vir o gnomo de jardim a rebolar-se na relva e disser: "é falta!". Vou adorar.


Depois avisem-me quando souberem a hora e local do funeral do sporting. E antes de fecharem a chafarica, a malta não se porta de levar o Liedson!

sábado, 3 de julho de 2010

Moutinho: prós e contras em 5 minutos

Parece que João Moutinho vem mesmo para o F. C. Porto. Façam lá o favor de me gozar, já que é apenas e só o jogador que eu mais odeio no campeonato português. Mas reparem como agora até o tratei pelo nome, em vez do mais habitual "anão" ou "pigmeu".

Enfim, como a saída de Meireles parece certa, a entrada de Moutinho parece um pró. Eu não o consigo achar muito bom, mas vou tentar, juro. Mas o que joga mais a favor desta contratação (que ainda não é oficial, note-se) é mesmo ele vir de onde vem.

Os lagartos estão fu-ri-o-sos. E não é para menos. O querido capitão, o miúdo ali criado, o "coração de leão" (é sempre assim que os jornais o chamam depois de um jogo, mesmo que tenha sido o pior em campo). Dói-lhes. Seja por que dinheiro for, nunca compensará a ferida. Imaginem como seria se Luisão fosse para o sporting ou se o Bruno Alves fosse para o benfica... Ahahahahah

Bem, e acabaram-se os prós. Quanto aos contras, vejo milhares. O que vale o Moutinho? Nunca vai "explodir", não vai ser melhor do que é. Parece-me um médio banal, com menos de 1,50m, um chorão que está sempre no chão. Apesar de Pinto da Costa o considerar "um jogador à Porto", eu sempre o vi como "um jogador à sporting".

Custa-me mesmo imaginá-lo de azul e branco. Mas venha de lá o gajo, eu prometo controlar-me na bancada. Só porque é muito giro ver os lagartos furiosos. Ahahahahah