quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

0-2 para o lado do Bem

Mal do Benfica quando ganhar a primeira mão de uma eliminatória da Taça for motivo de festa. Mas ganhar ontem foi óptimo, até porque era preciso apagar a última exibição no Dragão e mostrar que, afinal, o fóculporto é batível e tem falhas no plantel e que o Benfica não é o de 2009/2010, mas também não é o dos tempos do Damásio.

Luisão é o jogador do Benfica que não pode sair do plantel. É o mais essencial, é o patrão, é o homem que tem que ter o salário que o ponha contente. O jogo que fez ontem foi soberbo - aliás, como tem sido a sua época (o jogo que Luisão faz na Supertaça até à lesão é impressionante). Coentrão é rápido, é perigoso, mas ainda não percebeu que no dragão, com amarelo, não se pode fazer faltas sequer na área deles, porque vai levar o segundo. Luisão, quando viu Hulk em velocidade, ameaçou e depois retraiu-se, levantou os braços e sacou amarelo ao rival. Ontem Luisão cortou tudo e foi o comandante Benfiquista num palco difícil. É pena que não tenha estado à altura no jogo do campeonato, mas ontem mostrou todo o seu valor.

Jogámos bem, fomos espertos a abordar o jogo, aproveitámos os erros (demérito deles nos dois golos, mas há muito mérito em aproveitar as asneiras alheias) e com um a menos a equipa aguentou-se muito bem.
E porque Paulos Batistas há muitos, e já nos fizeram a cama no ínicio do campeonato, julgo que as duas taças nacionais são a maneira de apagar uma época muito mal planeada. Portanto, é preciso ganhar esta eliminatória na Luz, ganhar aos verdes e continuar a perseguição no campeonato à espera de um tropeção azul.

Espanta-me sempre a capacidade da Catarina em ver o jogo pelo lado do Mal. Explico-vos: a Catarina é uma pessoa maravilhosa e, portanto, espero sempre o melhor dela. Assim, não consigo compreender como é que ela não percebe que o Belluchi passar impune o jogo inteiro, a expulsão do Coentrão, o fora de jogo MONSTRO do Varela no lance mais perigoso dos azuis mostram como ainda há um espectro "Agência Cosmos" em todas as arbitragens do clube dela.
Ainda assim, adoro o facto de viveres isto como eu. E, tirando a tua reconhecida imparcialidade e isenção, é bom falar com quem percebe de bola e sabe que um Benfica - porto é para ganhar, não é para jogar bonito nem divertir ninguém.

2 comentários:

  1. Afinal, já não estamos tão mal assim, hein, Manel? No jogo de ontem, a nossa alegria não é, claro, tanto por ganhar qualquer meia parte de uma meia-final da Taça, mas por ganhar ao Porto em casa deles, coisa que tem sido rara nos últimos tempos (pelo "medo cénico", mas, é justo dizê-lo, porque nos últimos 15 anos eles tiveram mais vezes melhores equipas que nós). Sem dúvida que o Luisão é o jogador mais importante do Benfica - finalmente alguém concorda comigo! - e vender o David Luiz não é nenhum drama justamente porque o mais importante é ter o comandante em campo, o Sidnei é também um central de classe, e desta vez deves reconhecer que a gestão foi a correcta, vendeu-se porque se tinha lá já outro para o substituir.
    É verdade que houve erros no inicio da época; mas também é verdade que o jogador que substituiu o Di Maria, o Gaitan, precisou de tempo para se adaptar, e que o jogador que ia substituir o Ramires, o Ruben, se lesionou. Depois, contratou-se o Sálvio um pouco à pressa, e também este precisou de tempo - felizmente que a gestão actual do Benfica sabe resguardar a equipa da fúria precipitada dos seus adeptos, o que não sucedia num passado recente. Caso contrário, já estavam queimados o Gaitan porque não sabia jogar na esquerda, o Sálvio porque não era jogador, e o César Peixoto porque é o César Peixoto, e a verdade é que fez um óptimo jogo no Dragão.
    O Benfica, no inicio da época, teve sobretudo muito azar com a inadaptação do guarda-redes, que demorou a ganhar a confiança necessária para jogar num grande clube, e nos custou muitos pontos; e ainda com aquela certa habilidade dos árbitros em empurrar o nosso clube para baixo quando as coisas não nos correm bem, ao contrário do que acontece com outros.
    Não estando contente com estarmos a oito pontos do primeiro, estou muito satisfeito com algo que se está a passar este ano no Benfica: é que desta vez o inexito no campeonato não está a ser acompanhado pelo sindrome da catástrofe, como tantas vezes sucedia. Eu digo isto muitas vezes: o Benfica precisa de recuperar hábitos consistentes de grande clube, e isso implica ganhar continuadamente, ou quando não ganha acabar em 2º. Desde 93/94, ganhámos um título 11 anos depois, a seguir 5 anos depois, porque raio é que se esperou que a partir daí fossem favas contadas todos os anos? Os hábitos de vitória levam tempo a cimentar. No Porto, quando um ano corre mal, eles ficam calmos porque o que esperam é que no ano seguinte a coisa se componha; no Benfica, o que esperamos é o início de mais não sei quantos anos de crise, e é isto que tem de mudar. Este ano, se não formos campeões, que acabemos em 2º, em grande, e a mostrar que mantemos uma equipa pronta para voltar a lutar pelo título, e, claro, que ganhemos pelo menos a Taça, aliás estou convencido que vamos ganhar a verdadeira e a outra.

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  2. «O jogo que fez ontem foi soberbo»

    só se foi a nível da táctica. há mérito do SLB - principalmente da eficácia (leia-se: golos) para o número de oportunidades criadas, sem dúvida (dois golos em três oportunidades.
    mas recordo que aqueles (os golos) foram mais consentidos e que mérito dos jogadores encarnados esteve em não dar os lances por perdidos e em acreditar.

    daí que discorde do adjectivo «soberbo».mas os meus olhos são azuis, não é? há outras opiniões, certamente.

    ps: relembrar a "Agência Cosmos" não sei porquê recorda-me sempre o «fazer as coisas por outro lado»...

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs!

    Tomo I

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