terça-feira, 15 de março de 2011

Camp...

A viagem para Leiria foi feita a recordar os velhos tempos. O enorme lençol que pintámos durante dias para Sevilha. O incidente diplomático que levou à detenção do N. e do B. à chegada a Gelsenkirchen. A louca viagem de carrinha para Paris, o assalto no País Basco e a faixa dos SuperDragões aberta no Arco do Triunfo.

O velhinho Estádio das Antas e a sua porta 10, os estandartes que nos protegeram do granizo no jogo com a Lazio, o Domingos, o Jardel, o Aloísio e tantos outros que nos vinham agradecer. Os dias passados a meter cartolinas nas cadeiras, as noites passadas a pintar frases para os rivais.

O tempo que estava em Bratislava, na Corunha e em Glasgow. As inevitáveis derrotas em Stamford Bridge, no Emirates e em Anfield. As intermináveis viagens de camioneta para o Mónaco e a inexplicável viagem para Alverca numa antevéspera de Natal.

São já muitos anos de histórias para contar. A vida trouxe outras responsabilidades, outros caminhos que não implicam andar sempre atrás do FCPorto. No entanto, o bichinho continua lá e acorda sempre que se pode aproveitar uma folga chuvosa para ir a Leiria ver o meu clube com os amigos numa segunda-feira à noite.

É uma coisa que não se explica. Ou se tem, ou não se tem. Há quem prefira o sofá, há quem não goste disto de todo. Estão no seu direito, mas não sabem o que perdem.

À falta de palavras para o descrever, este vídeo fala por mim:



Nem imaginam como sabe bem voltar a dizer esta palavra. Uma palavra que me tem acompanhado sempre, com pequenos intervalos em que a empresto ao M. ou a outros mais verdes. Uma palavra que é nossa, porque a merecemos e somos os melhores. Uma palavra que, por muito que vos custe, está aí a chegar.

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