sexta-feira, 13 de maio de 2011

Para o Deco, o Lucho e muitos outros

Decidi quebrar o meu blackout (convenci-me que não falar da final da Liga Europa me vai fazer vencê-la) para vos falar um bocadinho dos que já cá não estão, mas que nunca serão esquecidos.

Esta semana, confesso, emocionei-me com uma entrevista que li no Jogo. Deco fala muitas vezes e nem sempre com razão, mas quando lhe pedem para comentar assuntos do seu FCP a história é outra. Desta vez, deu um conselho a Hulk e Falcao: o dinheiro é importante, mas nunca serão tão felizes noutro clube como no Porto.

Deco sabe-o. Esteve no Barcelona campeão europeu e isso não foi suficiente para o fazer esquecer o azul e branco. Nota-se que o diz com sinceridade, não com aquela graxa típica de jogador que sai do país, mas é constantemente assediado por jornalistas portugueses para tentar sacar uma frase bonitinha sobre o clube luso que representou (ex. David Luiz)

Deco saiu do Porto há 7 anos, está a contar os dias para arrumar as chuteiras e, mesmo assim, sofre pelo FCP. Sabe tocar-nos no coração, a nós, que cantámos tantas vezes “é o número 10, finta com os dois pés...” Chamem-me foleira, quero lá saber, mas adorei.

E, no dia seguinte, leio no mesmo jornal que Lucho se farta de mandar mensagens a Pinto da Costa a dizer que está a torcer por nós e que quer viver para o Porto assim que possa. Lembro-me daquele número 8 todo tatuado, do tango sempre acertado dos seus pés, das palavras sempre bem medidas e acertadas. Que saudades.

Deco e Lucho saíram do Porto por dinheiro. Ganharam muita coisa por cá, eram idolatrados pelos adeptos e saíram a bem, simplesmente porque ambicionavam mais. Mas eles sabem o que deixaram para trás. Sabem que não há igual no mundo.

Na quarta-feira eles também vão estar um bocadinho connosco. Moutinho, com jeitinho, pode recuperar uma bola à Deco. Belluschi, com sorte, pode fazer um passe à Lucho. Helton pode defender à Baía. Sapunaru pode ter a classe de Bosingwa. Álvaro Pereira pode atacar mais do que Paulo Ferreira. Rolando pode ter a calma de Ricardo Carvalho. Otamendi pode fazer um corte maluco à Pepe. Guarin pode resistir como Costinha. Hulk pode explodir como Quaresma. Falcao pode marcar um golo à Lisandro.

Todos eles vão torcer por nós. E nós queremos festejar também por eles.

Obrigada por tudo, Deco.

Cá te esperamos, Lucho.

3 comentários:

  1. Estava aqui a ler este post e a pensar: e como será o FCP pós-Pinto da Costa? Será que os jogadores passarão a ter tantas saudades do clube como alegadamente têm agora?

    Teremos a resposta daqui a uns anos - estou curioso para saber!

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  2. ... e eu estou curioso para saber se, nessa altura, ainda haverá Sporting Clube de Portugal.
    «acardito» que essa resposta virá primeiro do que a dúvida do "lagarto".

    ps1:
    curiosamente (ou talvez não) não há outro clube, em Portugal, onde os jogadores estrangeiros se sintam tão (ou ainda mais) mimados do que no FCP, um clube tido como «regional». as suas raízes podem ser «regionais» - e são-no, com muito orgulho tripeiro! - mas a sua fama já é Mundial - ao contrário de outros ditos «gloriosos» e não sei mais quê.

    ps2:
    curiosamente, amanhã, em Dublin, estarão presentes nada menos do que seis ex-jogadores daquele clube cujos jogadores celebraram efusivamente a vitória em Braga, conquistando (a ferros) um... terceiro lugar no campeonato. só esta notícia diz bem do que é a realidade leonina actual e do porquê da minha dúvida pertinente.
    e não me venham cá com «frutas» e «meias-de-leite» para justificar as vossas derrotas categóricas, ok?

    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs! ;)

    Miguel | Tomo I

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  3. Depois do "papa" a dúvida se haverá Sporting ou Fóculporto não andará assim tão distante uma da outra. Daí a minha curiosidade ;)

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