sábado, 29 de janeiro de 2011

Por aqui nada de novo

Continuo sem perceber a euforia Benfiquista. Sálvio traz mais dinâmica ao ataque, mas cada contra golpe adversário é um perigo e só a mediocricidade geral do futebol português nos vai permitindo ganhar jogo atrás de jogo com maiores ou menores sobressaltos. São inúmeras jogadas de igualdade numérica contra a nossa defesa e só mesmo a qualidade individual nos vai permitindo sobreviver a tanto desacerto táctico. Tem sido, aliás, a história de 2010/11: qualquer equipa acima do medíocre nos tem ganho.

Não deixa de ser curioso, ainda assim, que não fosse a selvajaria do inicio da época (roubo em casa com a Académica, livre do primeiro golo do Nacional não foi falta e o grande Olegário em Guimarães) e talvez o campeonato não estivesse já decidido. Mas a história é escrita por quem tem o poder e vamos ter que ouvir, durante anos, que Elmano Santos (o do porto - Setúbal) roubou a favor do Benfica quando não nos marcou dois penalties a favor, expulsou mal Coentrão e não expulsou um jogador da Académica. Faz lembrar aquele Benfica - Nacional que o Rúben Micael (grande época, rapaz!) achou muito polémico e acabou 6-1 com o golo do Choupanense em fora de jogo.

E assim vai o futebol português. Os verdes definham e nós continuamos com este espírito permanentemente bem disposto. Uma patetice. Se estivéssemos estado atentos não nos tinham feito a folha nas primeiras jornadas e não tínhamos tido a pior política de contratações de sempre. Talvez assim não ouvíssemos idiotas dizer que nunca ninguém ganhou 3 Taças de Portugal e que "do Benfica só queria o Elmano Santos."
É triste ouvir bocas do clube que ainda não explicou porque pagou uma viagem ao Brasil a um árbitro que lhes deu títulos. E não digo isto de forma irónica. É mesmo triste. Se nos tivéssemos preparado, se estivéssemos ao nível da época passada, não tínhamos que trocar bocas com os azuis.

E até isso mudar, continuo sem notícias da frente vermelha. Pode ser que cheguem um dia destes. Até lá, vou continuar a não achar normal que o David Luiz marque penalties da despedida com 1-0 e depois não saia.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

De graúdo é que se protege o minino



Escolhi estas imagens sem som, porque foi a única forma de conseguir ver e concluir o que se passou sem ter outras pessoas a tentarem que eu não o visse. Certamente estão todos cansados de as ver, mas dou-vos a hipótese de as reverem sem estarem a ouvir aqueles subterfúgios jornalísticos como “terá agredido” ou “alegada agressão”. Como vêem, houve duas agressões: uma do treinador do benfica ao jogador do nacional e vice-versa.

Foi em pleno relvado, para toda a gente ver, e ninguém consegue convencer-me do contrário. Vejo perfeitamente o Jara longe do acontecimento, pelo que o argumento do “proteger o minino” cai por terra. Vejo um estalo do treinador do benfica e um estalo do jogador do nacional, porque estavam a discutir. Só não vejo é nenhum árbitro.

O que raio andavam os quatro senhores de preto a fazer para se terem afastado do burburinho? A cumprimentar amigos? A olhar para o céu à espera que a águia Vitória voltasse? A tapar os olhos uns aos outros para jogarem às escondidas?

É que eu ainda sou do tempo em que, uma vez, num longínquo túnel, um quarto árbitro apareceu do nada e colocou-se longe da confusão em sentido. Não terá visto grande coisa de onde estava – o homem ainda por cima nem é alto -, mas escarrapachou tudo no famoso relatório. Por acaso, falo do famoso “pode ser o João”, não sei se conhecem.

Nesses tempos, enquanto o inquérito avançava lentamente, dois jogadores ficaram imediatamente suspensos. A decisão durou meses, mas eles ficaram sem jogar. Agora dizem-nos que o processo pode demorar entre um a dois meses, mas ai de quem colocar sequer a mesma hipótese.

É que no tal longínquo túnel não havia subterfúgios. Hulk e Sapunaru agrediram barbaramente um jovem inocente, que só estava ali a trabalhar, que tinha uma vida perfeita e depois desse dia nunca mais conseguiu ser feliz. Via-se perfeitamente nas imagens. Aquelas todas torcidas e cheias de bolinhas a apontar para sítios enquanto alguém nos dizia “ora aí está uma agressão”, “é este o momento da agressão”, “Fernando dá um pontapé na manga do túnel!!!!”. Manga do túnel essa que ainda deve estar internada no hospital.

Por acaso, não eram imagens corridas, eram frames escolhidos por quem divulgou as imagens (muito difícil adivinhar quem…). E, agora, que temos as imagens todas, que foi ali no relvado, que nem estava muita gente, que se viu tudo perfeitamente… escrevem isto: “à mão que o treinador encarnado passou na face do futebolista dos madeirenses” (in jornal do benfica, ou, se preferirem, jornal i).

Isto é bonito. É escrever bem. É prosa da boa. Só faltou adjectivar mais a coisa. Do género: “à fabulosa mão que o inteligentíssimo treinador do nosso benfica passou ao de leve na face suja do ignóbil futebolista dos estúpidos dos madeirenses”. É só uma ideia.

Agora imaginem, por momentos, que isto tinha acontecido com o treinador do Porto. Imaginem só como iam correr textos a exigir uma suspensão de 6 meses no mínimo. Imaginem como iam dizer todos “eu bem avisei que ele não valia nada”. Imaginem como isso ia servir para dizer que no Porto são todos assim, uns arruaceiros, só sabem bater nas pessoas, isto é tudo culpa do Pinto da Costa e o futebol precisa que este clube acabe.

“Não é novo, é cultural, e é isso que nos faz chegar ao sucesso. O F.C. Porto agradece”. Palavras do miúdo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

As bancadas que se calem

André Villas Boas deu um bom recado no final do jogo com o marítimo. Apesar da "intranquilidade das bancadas", a equipa jogou bem, marcou golos e calou a "crítica fácil", que, de repente, se esqueceu de contar até oito.

É realmente importante que os adeptos do FCP deixem de ouvir os Ruis Santos e Goberns deste país. Nem que para isso tenham de desligar todas as televisões, de ler os jornais, de ouvir as rádios.

Como é possível deixarem-se levar por estes especialistas em opinar? Não sei. Sinceramente não faço ideia como é possível começarem a questionar a sua própria equipa, até a assobiar, porque ouviram aqueles senhores dizer que o benfica é que está melhor. Não se sentem idiotas? As pipocas que comem com tanto agrado terão algum produto estupidificante?

Por mim, era arranjar umas fotografias destes gajos e distribuí-las à porta do Dragão. Quem, por algum momento, colocasse em causa esta equipa por uma opinião minimamente parecida com os senhores que já referi, não entrava. As bancadas ficariam mais vazias, é certo, mas, se é para ser assim, então as bancadas que se calem.