terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Aimar, mas com sotaque

Eu e o M. decidimos escrever sobre um grande jogador da nossa equipa e sobre um grande jogador da equipa do outro. Esta é a minha resposta ao belo texto anterior.

Há jogadores que, por muito que tente, não consigo odiar. Aimar é um deles, se não mesmo o melhor exemplo. Para mim, não era suposto Aimar estar no benfica.

Era eu adolescente quando comecei a ouvir falar em mais um novo Maradona. A carinha laroca e o estilo argentino levaram Aimar até aos meus cadernos de escola, onde colava recortes de jornais dos meus jogadores preferidos (e mais giros).

Como adepta da selecção argentina e seguidora atenta da Liga Espanhola, não me foi difícil acompanhar a evolução da sua carreira. Só que, um dia, infelizmente e inexplicavelmente, Aimar foi parar ao benfica.

Claro que depressa me convenci que ele vinha cá passar umas férias e passear um traseiro com tendência crescente. Aimar no benfica só podia ser peça com defeito. Certamente que só iria fazer uma perninha, jogar uns minutos e rechear a conta bancária.

Vendo bem as coisas, não deixa de ser isso. O pior é que, naqueles minutinhos em que toca na bola, faz aquilo que o M. tão bem descreve. Aimar ainda está todo ali, mas só um bocadinho mais palhaço (pensavam que ia ser só miminhos, não?).

Sim, insulto-o quando se atira para o chão ou quando coloca a bola na mão do adversário com o seu jeitinho de menino bem-comportado que nas costas vai fazer queixinhas à professora dos outros. Mas não consigo odiá-lo.

É estúpido não gostar de Aimar, não tentar apreciar um pouco ao longe ou não perceber o que ele faz. Como é bastante estúpido que ele esteja no benfica, o clube dos maus, dos parolos que idolatram jogadores como o Nuno Gomes.

Porra, Aimar, o que raio estás aí a fazer?

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