quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Bruno Alves, esse "assassino"

Bruno Alves sempre foi um jogador agressivo. De um central com aquele físico e aquela raça, aliás, não se espera outra coisa. Estou convencida, no entanto, que teve a sorte de evoluir no clube e com os treinadores certos.

Quando o Porto perdia 0-2 em casa com o benfica e o vi dar aquela cabeçada no Nuno Gomes, pensei que tínhamos garantido um grande adepto, mas um péssimo jogador. Felizmente para ele e para nós, Bruno Alves cresceu muito e deixou-se dessas coisas. Embora, enfim, ninguém lhe dê o mérito de ter terminado com a única veia goleadora que habitava o corpo de Nuno Gomes.

Continuou, claro, a ser agressivo e tinha momentos em que se esquecia de toda a aprendizagem. Lembro-me, por exemplo, de um jogo em Matosinhos onde fomos muito prejudicados pelo árbitro e em que ele, furioso, decidiu espetar um pé nas costas do Jorge Gonçalves. Foi muito feio, não saber controlar a raiva contra um adversário que agora habita ligas inferiores.

Na Europa, Bruno Alves era mais esperto. Usava o físico e a raça em doses q.b. e os árbitros não vinham com aquela imagem criada algures na capital portuguesa segundo a qual era um jogador violentíssimo. Foi isso que lhe valeu uma transferência de milhões, que, e apesar de reconhecer sempre a sua dedicação, me deixou muito contente, porque não é propriamente jogador que me deliciasse as vistas.

O que eu achei curioso quando ontem vi o zenit-benfica foi a reacção à entrada de Bruno Alves sobre o Rodrigo. É uma entrada agressiva, obviamente, nem o Pôncio Monteiro o poderia negar. Mas o que a tornou violenta foi a forma como o jogador caiu, num relvado gelado, sendo a lesão não no pé em que Bruno Alves acertou, mas na anca.

Comecei a ler palavras como “assassino”, “na luz matamos-te” e “estava encomendado pelo FCP”. Não sei se só eu que tenho memória, mas não foi no passado fim-de-semana que um jogador com passado ligado a este clube espetou uma bota na perna do João Moutinho? Moutinho esse que, num jogo com o paços de ferreira, sofreu uma entrada violentíssima de um jogador que na altura estava emprestado e que hoje veste a camisola encarnada? Camisola essa envergada por Javi Garcia, Katsouranis, Petit e, sei lá, Binya?

Bruno Alves, repito, é um jogador agressivo. Mas mostra tudo em campo, não esconde recados porcos atrás das mãos que lhe tapam a boca. Mas nunca partiu uma perna a um rival cheio de talento e nem amarelo levou. Mas não lhe chamam “Pitbull”, alcunha que nasceu de muito suor num boavista à imagem de Jaime Pacheco. Mas não foi suspenso seis jogos das competições europeias por uma entrada para matar, como se diz na gíria.

Eu acho bem que os lampiões o odeiem. Todos nós temos os nossos ódios momentâneos e quase idiotas, e ainda há pouco tempo também tive um no zenit. Agora não metam é o Porto nisto. Tenham vergonha e lembrem-se do quanto andaram aí a aplaudir o Shaffer e o Nélson Oliveira todos contentes.

P.S. Bruno, na segunda mão é no Cardozo, se faz favor.

9 comentários:

  1. Cara rival, respondendo à tua resposta no post anterior, mesmo sem te conhecer esse propósito humorístico intui-se. o problema é q, lendo o post depois de ver o jogo de ontem, a passagem sobre artistas de perna partida faz o sangue ferver de igual forma, independentemente da intenção inicial.
    Qt a esse animal nojento, podemos esgrimir brutamontes de cada um dos campos, podes falar de binyas (que teve uma entrada horrível e pagou por isso, algo que n acontece com o alves), podes equiparar violência verbal a violência física, podes comparar a entrada do shaffer com a do b alves (moutinho continuou em jogo, se a memória n me falha) ou podes dizer que a flor de estufa do rodrigo se aleijou pq a "pista era muito rija", à abraracourcix. a verdade é q quando essa besta entra sobre o rodrigo sabe que lhe pode lixar o tornozelo e tb sabe q ele vai cair sequinho sobre um campo de gelo, a verdade é que ele quer mostrar os dentes e "se se lesionar melhor". esta é a minha opinião, de algu´rm que viu os exemplos de que falas mas q também viu a final da supertaça em que, houvesse justiça, ele teria ido para a rua umas 3 vezes pelo que fez ao aimar e ao kardec. A verdade é que, para mim, o gajo é um animal que n merecia jogar à bola, a exemplo do pepe, de resto. agora, esta é a opinião de alguém tão incapaz de analisar friamente futebol como tu, pelo que a conclusão aqui será que qq consenso é impossível.
    Já agora, presumo que os teus votos finais em post scriptum sejam, mais uma vez, "brincadeirinha" como a perna do aimar

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    1. Perdão, foi na taça da liga o espectáculo alves, n na supertaça

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    2. Penso que o M. lhe responde melhor no post seguinte do que alguma vez a minha análise fria que nunca ambicionei ter neste blog o poderá fazer.

      Cumprimentos

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    3. nem eu cara rival, nem eu, nem neste vosso blog nem no meu nem em lado nenhum! Pensei que isso fosse claro, mea culpa. Agora quanto a respostas, são desnecessárias. A minha opinião quanto à cor do cartão é mt diferente, mas única pessoa que sabe verdadeiramente é o animal.

      cumprimentos

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  2. C, continuas a ver tudo ao contrario. Continuas a aplaudir a escola de assassinos do foculporto! Escuso-me de enumerá-los, pois não há espaço, nem tempo, nem pachorra.
    Lembro-te apenas que um deles (o quebra-braços) acabou de ser promovido a treinador-adjunto. Suponho que a vaga por ele deixada foi ocupada pelo guarda abel. Ainda veremos este abel com a braçadeira de treinador principal, tendo como adjunto o burro alves.

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    1. Caro sogro, eu sei que a idade já vai avançada, mas falemos de coisas pelo menos do século XXI. Daqui a pouco espero que torça pelo burro do Balotelli, isso é que me interessa. Beijinhos

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    2. Cara Nora: torci pelo balotelli, mas enganei-me !
      O alvaro correspondeu melhor ao cruzamento !
      Bjs

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  3. Odios momentaneos... depende da duracao que das a um "momento".

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    1. Neste caso momentâneo porque depois desta eliminatória não o voltas a ver durante muito tempo (espero eu)

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