quarta-feira, 9 de maio de 2012

Papá, o que é mais importante?



Esqueçam por momentos o treinador que fica ou vai, o jogador que tanto quer sair ou os malditos árbitros. Celebremos, por breves, breves instantes, o que nos une. E o que nos une é isto que este vídeo demonstra de forma tão simples: todos nós achamos que o nosso clube é o melhor do mundo, mesmo que alguns factos o pareçam contradizer.

O vídeo é de uma campanha do at. madrid, que hoje joga a sua terceira final europeia em dois anos. O que me emociona ao vê-lo é, por um lado, a inocência da criança, que ainda questiona a qualidade da sua equipa (pequeno aparte para saudar a referência ao FCPorto) e da prova em questão; e, por outro, são as mentiras tão verdadeiras que saem da boca do pai, homem certamente habituado a muito sofrimento, mas que nunca duvida de tais coisas.

Somos todos um bocadinho assim, mas uns mais do que outros. O at. madrid é um gozo de Espanha. Um bocadinho como o nosso sportem, mas com menos títulos nacionais e mais internacionais. O at. madrid é um clube tão estranho que ganhou dois troféus europeus com o Quique (?!?!?!?). Sobre este assunto, o M. faz ainda questão de sublinhar várias vezes a semelhança à segunda circular, porque o at. madrid acha que faz parte do grande derby espanhol, mas não ganha um jogo em casa ao real há 13 anos.

Há clubes assim: tristes, derrotados, pequenos. E, depois, há estes.



Seja em títulos, ou em espírito - às vezes, com sorte, até nos dois -, há clubes maiores do que os outros. Eu tenho a certeza que é o caso do Porto. Porque ganha, porque tem uma identidade, porque apaixona. O M. acha que é o caso do benfica. Não sei porquê.

Cá em casa, hoje torce-se pelo Bilbao. O M. diz que é porque têm mais pinta, porque simbolizam uma luta e porque ganharam ao sportem. Eu sou mais básica: não quero que o Falcao ganhe. Porque, no fundo, o mais importante para mim é sempre o Porto.


Para quem ficou curioso com a música, como eu:



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