No último mês, o FCPorto reforçou a minha convicção, apenas
abalada por uma ou outra demonstração do poderio atacante do nosso rival: somos a melhor equipa. E andamos a jogar muito, mesmo! Tenho dado por
mim a ir a todos os jogos, a voltar a fazer sacrifícios e loucuras só para os
poder ver ali, no relvado, a mostrar coisas tão bonitas. O capitão do vitória
(homem e clube perfeitamente insuspeitos) chama-nos o barça da Liga portuguesa.
Eu não concordo, porque pelo barça eu não arriscava ir a guimarães dar 4 e
ainda esperar sobreviver.
Estou apaixonada pelo nosso estilo de jogo e devo-o, claro,
a Vítor Pereira. Não sei se isto é para continuar, tenho dúvidas que possa ser
sempre tão perfeito e sei, de certeza, que a qualidade não ganha todos os
jogos. Mas, para já, gosto de chegar a casa, sentar-me no sofá, colocar os pés
em cima de alguma coisa, à lorde, esticar os braços por trás da cabeça e
pensar: “Tenho um orgulho do caraças em ser portista”.
O plantel, já sabemos, é curto. Estamos sem James (que vinha
a ser nada mais, nada menos, do que o melhor jogador da Liga) e olhar para o
nosso banco faz tornar-me crente, rezando a todos os santos para
que não seja preciso jogar ninguém. Mas, felizmente, continuamos a falar do
FCPorto, que foi buscar dois reforços escolhidos a dedo.
Precisávamos de um ala/médio e de um avançado. Izmaylov e
Liedson. Dirão alguns que estão velhos e cansados e lesionados e não sei o quê.
Dirão outros que era preferível ir buscar dois jovens, que ganhassem menos, que
pudessem crescer e ser vendidos depois. Bem, num mundo ideal, claro que iríamos
buscar um James Rodriguez para cada posição. No entanto, estamos a meio da
época e é preciso ser rápido, preciso e eficaz. E estou convencida que Izmaylov
e Liedson são isso e apenas isso: duas garantias de qualidade para ajudar no que
falta do campeonato.
Se me custa vê-los de azul? Na verdade, não me custa ver
ninguém de azul, a não ser o Kléber e o Iturbe (paz às suas almas). O
ex-Izmailov fez-nos mal quando estava de verde, mas nem sequer aprendeu a falar
português para me chatear o suficiente. Já o outro, o
ex-grande-palhaço-que-se-estava-sempre-a-atirar-para-o-chão-e-que-não-passava-de-uma-grande-merda,
bem, a seguir ao Moutinho eu já estou como os lagartos: aguento tudo.
No meio disto, o FCPorto despachou três grandes
inconvenientes: Rolando, Kléber e Iturbe (e nenhum deles para fazer trabalhos forçados na Sibéria, como
seria normal). Quanto a Rolando, e porque a minha memória vai além de uma ou
outra palhaçada, quero agradecer-lhe o que fez pela nossa equipa e avisá-lo
que, se achou que aqui foi maltratado e pressionado, em Nápoles eles não são
propriamente conhecidos por serem compreensivos e fofinhos.
Já Kléber e Iturbe são outra história. Não suporto meninos
com a mania que são superiores ao FCPorto, quando na verdade (e pelo menos para
já) não são NADA. Juro que dei o desconto ao primeiro, que me tentei sempre
recordar como no marítimo me parecia um bom jogador e que tentei sempre ouvir
aqueles que me diziam que ele se aplicava muito nos treinos e que nos jogos é
que não se percebia o que se passava com ele. Kléber, quanto a paciência
contigo e esperança que um dia te tornes num avançado decente, aliás, que te
tornes em algo parecido com um jogador de futebol sequer, é como diz o outro: FUI! Do segundo
já falei que chegue e até acho que pode vir a ter sucesso num continente qualquer, desde
que seja longínquo.
Feitas as contas, saímos a ganhar do mercado de Inverno. O
ano passado fomos buscar Janko e Lucho, fundamentais para a conquista do
título. Espero poder dizer o mesmo de Izmaylov e Liedon daqui a uns meses. Se
não disser, espero que seja porque este campeonato foi conquistado apenas à
custa de uma equipa que joga muito à bola.
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