Se és do sportem, começa a ler o texto só daqui a quatro minutos por favor.
O Bruno é o homem que faltava ao futebol português. E não estou a ser irónica, como o árbitro Manuel Mota quando só deu quatro minutos de desconto depois uma segunda parte do mais puro anti-jogo que eu já vi. Jogadores a deitarem-se no chão até quando caíam sozinhos, choro, lágrimas, pernas no ar, macas, um terror, pobres coitados, tanto sofrimento junto. Já não via uma coisa assim desde o Porto-benfica, juro.
O Bruno é o homem que faltava ao futebol português. E não estou a ser irónica, como o árbitro Manuel Mota quando só deu quatro minutos de desconto depois uma segunda parte do mais puro anti-jogo que eu já vi. Jogadores a deitarem-se no chão até quando caíam sozinhos, choro, lágrimas, pernas no ar, macas, um terror, pobres coitados, tanto sofrimento junto. Já não via uma coisa assim desde o Porto-benfica, juro.
Digo-o porque, sem o Bruno, o sportem estava condenado a ser o terceiro grande só duas vezes por ano – quando jogava contra os rivais da Segunda Circular. E este é o maior, e provavelmente único, elogio que lhe posso fazer: até aqui, ninguém do FCPorto se importava com o sportem.
Eu, confesso, sou uma grande ativista do ódio contra o sportem desde sempre. É verdade que, quando vivia no Porto e eles eram campeões (não sei se se lembram, já foi há tanto tempo), nem se dava por isso. E todos sabemos que o sentimento “anti” cresce sobretudo baseado nisso: no colega do lado que é de outro clube e nos f%&# a cabeça quando ganha. No meu caso, foi um coisa televisionada, como já expliquei aqui.
Eu, confesso, sou uma grande ativista do ódio contra o sportem desde sempre. É verdade que, quando vivia no Porto e eles eram campeões (não sei se se lembram, já foi há tanto tempo), nem se dava por isso. E todos sabemos que o sentimento “anti” cresce sobretudo baseado nisso: no colega do lado que é de outro clube e nos f%&# a cabeça quando ganha. No meu caso, foi um coisa televisionada, como já expliquei aqui.
O M. costuma dizer, na brincadeira (será?), que só se apaixonou por mim porque eu odeio o sportem. Reparem: eu ser do Porto, o clube que destrói o dele, ainda aguenta; agora uma pessoa que não odeia o outro rival não tem qualquer credibilidade para ele. Entretanto, a verdade é que ele foi percebendo a diferença entre odiar o sportem em Faro (o M. quer que os nossos filhos sejam do farense, quando o clube tem um leão como símbolo e tem sportem no nome, valha-me deus, qualquer dia queres que se chamem Bruno!!!!) ou em Lisboa e odiar o sportem no Porto. É que o sportem praticamente não existe para um portista. Lá em casa, no Porto, sabe-se sempre quem joga contra nós e contra o benfica, mas contra o sportem não. E este é só um exemplo do desprezo que o Bruno tem que combater.
A estratégia dele é conhecida e tenta copiar (muito mal, muito mal...) uma que vimos funcionar há 30 anos. Não lhe interessa se, na altura, o Porto era o clube da “província” e precisava de se afirmar perante a “capital” com um discurso de incitamento à guerrilha e se, agora e sempre, o sportem é tudo menos isso.
Ver o sportem a adoptar a postura de “contra tudo e contra todos” é engraçado, porque reparem que nem no ano passado, quando andavam pelo sétimo lugar, alguma vez os vi argumentar que estavam assim porque estava tudo contra eles. Nem quando lhes apanharam o vice a pagar a um árbitro. Aliás, nem nas primeiras jornadas deste ano, com foras-de-jogo constantes e um empate contra o rival com a ajuda do árbitro. Isto surge, naturalmente, quando o sportem, a meio da época, já deixou a Taça de Portugal e a Taça da Liga pelo caminho e quando até o Montero já deixou de marcar golos em fora-de-jogo.
Nada contra a estratégia de criar teorias da conspiração para desculpar derrotas. Faz parte. O que o Bruno fez de diferente é que se virou para o nosso lado. Exclusivamente para o nosso lado. E nós estamos habituados aos Gomes da Silva desta vida vestidos de vermelho, mas de verde realmente ainda nos faz alguma confusão. Principalmente quando mantêm aquela pose cavalheiresca, tão à sportem, com um tom erudito e um ar tão lavadinho. Como é que uma pessoa entra na lama da argumentação com alguém que tem o cachecol sem dobras e sem manchas pousado em cima dos ombros?
Eu estou habituada a falar sobre roubalheiras, polémicas, apitos, nomeações e etc com um vermelho que está convencido que a fome no mundo vai acabar quando o Pinto da Costa sair do Porto. Mas a verdade é que não estou habituada a falar com um verde sobre a roubalheira que foi o sportem-marítimo da Taça da Liga, por exemplo. Ou da ilegalidade do primeiro golo deles em Penafiel. Ou do escândalo que foi o marítimo ter subido ao relvado depois do FCPorto. Ou do penalty por marcar sobre o Carlos Eduardo. Ou de como o nosso jogo deveria ter terminado sempre depois devido ao anti-jogo do qual já falei.
Estivesse o futebol português como há um ano e nesta altura eu não teria de fazer isto. Mas não está. Porque o Bruno chegou e odeia o FCPorto e vai fazer de tudo para convencer os outros clubes todos que nós somos maus. O Bruno era o homem que faltava para que todos se odeiem a todos e passemos a semana a levar com ameaças de boicotes e jogos com os juniores. Não é o primeiro, não será o último, e ainda lhe falta aquele pequeno pormenor de ganhar para que isto resulte.
Ver o sportem a adoptar a postura de “contra tudo e contra todos” é engraçado, porque reparem que nem no ano passado, quando andavam pelo sétimo lugar, alguma vez os vi argumentar que estavam assim porque estava tudo contra eles. Nem quando lhes apanharam o vice a pagar a um árbitro. Aliás, nem nas primeiras jornadas deste ano, com foras-de-jogo constantes e um empate contra o rival com a ajuda do árbitro. Isto surge, naturalmente, quando o sportem, a meio da época, já deixou a Taça de Portugal e a Taça da Liga pelo caminho e quando até o Montero já deixou de marcar golos em fora-de-jogo.
Nada contra a estratégia de criar teorias da conspiração para desculpar derrotas. Faz parte. O que o Bruno fez de diferente é que se virou para o nosso lado. Exclusivamente para o nosso lado. E nós estamos habituados aos Gomes da Silva desta vida vestidos de vermelho, mas de verde realmente ainda nos faz alguma confusão. Principalmente quando mantêm aquela pose cavalheiresca, tão à sportem, com um tom erudito e um ar tão lavadinho. Como é que uma pessoa entra na lama da argumentação com alguém que tem o cachecol sem dobras e sem manchas pousado em cima dos ombros?
Eu estou habituada a falar sobre roubalheiras, polémicas, apitos, nomeações e etc com um vermelho que está convencido que a fome no mundo vai acabar quando o Pinto da Costa sair do Porto. Mas a verdade é que não estou habituada a falar com um verde sobre a roubalheira que foi o sportem-marítimo da Taça da Liga, por exemplo. Ou da ilegalidade do primeiro golo deles em Penafiel. Ou do escândalo que foi o marítimo ter subido ao relvado depois do FCPorto. Ou do penalty por marcar sobre o Carlos Eduardo. Ou de como o nosso jogo deveria ter terminado sempre depois devido ao anti-jogo do qual já falei.
Estivesse o futebol português como há um ano e nesta altura eu não teria de fazer isto. Mas não está. Porque o Bruno chegou e odeia o FCPorto e vai fazer de tudo para convencer os outros clubes todos que nós somos maus. O Bruno era o homem que faltava para que todos se odeiem a todos e passemos a semana a levar com ameaças de boicotes e jogos com os juniores. Não é o primeiro, não será o último, e ainda lhe falta aquele pequeno pormenor de ganhar para que isto resulte.

