sábado, 19 de abril de 2014

Já chega

Foi naqueles instantes que se seguiram ao golo do Varela que percebi. O resultado estava todo a nosso favor e a superioridade numérica ajudava. O passado recente assustava as bancadas vermelhas e fazia-nos acreditar, naquele pedaço azul lá em cima. Mas eles, no relvado, estavam calmos, serenos, à espera do inevitável. E nós com a bola a queimar nos pés e uma insegurança sofrível.

Há coisas que uma pessoa conta nunca escrever na vida, mas o benfica foi mesmo melhor do que o Porto. Não há como fugir. E isso, mesmo depois de uma época em que praticamente já nos aconteceu tudo de mal, é assustador. Um portista sabe que não é possível ganhar sempre, mas nunca esteve preparado para isto. Arrisco até acrescentar que nem sequer um benfiquista estaria.

O que aconteceu na quarta-feira não foi só uma meia-final da Taça, não foi só mais uma eliminação inglória, não foi só mais um clássico. O que aconteceu na quarta-feira foi que, por momentos, nós vimos o que é estar do outro lado. O que é não estar à altura de um rival. O que é perder não só no resultado, mas sobretudo no nosso orgulho.

O que eu percebi naqueles instantes é que este ano nenhum resultado está a nosso favor e nenhuma superioridade numérica ajuda. Porque o Porto, o meu Porto, não é este.

O Porto que eu conheço sempre teve adversidades, mas alimentou-se delas. O Porto que nós vivemos tão intensamente não faz aquela figura triste de cair em todas as armadilhas (vergonhosas, diga-se) do adversário. O nosso Porto não é ingénuo, nem desiste, e não tem medo de correr mais, suar mais, lutar mais.

E isto tem de acabar. Já, agora. Estamos todos a pensar na próxima época, mas eu até já só exijo que saiam desta com o mínimo de respeito pela camisola que vestem. Que se lixe o próximo treinador, que se lixem as vendas e as contratações, que se lixe o Mundial e a pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O que é preciso, imediatamente, é recuperar o Porto.



Temos de voltar a ser o clube que se une quando as coisas não estão fáceis, que grita, com sotaque, quando nos querem roubar o que é nosso, que nunca baixa a cabeça de vergonha e que, mais ainda do que vitórias, exige o máximo respeito pela nossa identidade. Temos de voltar a ter um treinador competente e jogadores que percebam que esta merda não é um estágio para um clube de outro campeonato. Temos de voltar a exigir não que o Porto ganhe sempre, mas que, mesmo quando perca, seja à Porto. Temos de voltar a acreditar que, tal como noutras épocas más, vamos sair disto mais fortes, mais avisados do que temos de superar e mais atentos aos obstáculos que nos aparecem à frente. E só assim, azul e branca, esta bandeira avançará.

sábado, 12 de abril de 2014

Vendetta

Don Corleone: I'm gonna make him an offer he can't refuse. Okay? I want you to leave it all to me. Go on, go back to the party.


O Padrinho, livro de Mario Puzo, filme de Francis Ford Coppola (1972) 

Vou ser-vos sincero: eu queria a Juventus. Porque acho mais provável passar a Juve em dois jogos do que ganhar-lhes uma hipotética final a um jogo em casa deles, porque é uma eliminatória em que eles são favoritos, mas, sobretudo, porque está na hora de ajustar contas. Está na hora de nos deixarmos de choros, de traumas e temores. É hora de matar fantasmas.

Quando em 1993 calhámos com a Juventus nos quartos de final da Taça UEFA, eu era um menino inocente e puro. Mal conhecia o nome Juventus para além de um pequeno quadradinho da banda-desenhada de Eusébio, lembrando um golo seu do meio-campo, que eu já tinha lido vezes sem conta. Quando os recebemos na Luz e vi o jogo com o meu pai na televisão pequenina do quarto dos meus pais, achei estranho os constantes berros dele, cheio de medo dos contra-ataques dos Baggio e de Vialli. Lembro-me do jogão de Vítor Paneira, dos dois golos e daquele pontapé de bicicleta de Vialli à barra que silenciou a Luz e aquele quarto. Ganhámos 2-1. Eu, na minha inocência, achei que ganhar já era bom e que íamos passar. O meu pai condenou-nos logo. Foi o único jogo que essa Juventus perdeu na Taça UEFA. 


A equipa do Benfica de 92/93 tinha Neno, Veloso, William, Mozer, Hélder, Schwartz, Traidor de Viseu, Rui Costa, Kulkov, Yuran, Mostovoi, Isaías, Paulo Futre (que não podia jogar com a Juve), Rui Águas, João Vieira Pinto e o grande Vítor Paneira. Não fossem os irmãos Calheiros e teriam sido naturalmente campeões nacionais. Aos 9 anos (e aos 99) eu morreria com este plantel e, apesar de todos os avisos paternais, pedi à minha mãe para me ir buscar mais cedo ao infantário para eu ver a segunda-mão, que dava na SIC. Do outro lado estavam Moeller, Kohler, Dino e Roberto Baggio, David Platt, Vialli, Torricelli, Antonio Conte. Mas eu não tinha medo. E nem as sábias palavras do meu pai que ainda hoje me ecoam nos ouvidos me inibiram: "M.: estes roubam mais do que o Porto."

Logo a abrir, canto para a Juve. Eu tinha só 9 anos, mas eu sabia que a pequena-área é dos guarda-redes nestes lances. Quando Kohler se atirou de cotovelo em riste e partiu o nariz ao Silvino, pedi falta. Nada. Golo. Silvino, de nariz a sangrar, é substituído. Como sempre que o Benfica sofria um golo, comecei a chorar. A minha mãe, cheia do seu instinto maravilhoso, veio consolar-me, mas mal tenho memória dos outros dois golos da tarde. Lembro-me de soluçar muito de choro e de não querer lanchar. O meu ódio à Juventus é jurado desde esse dia. Eu, que era uma criança boa e gentil, ri-me com vontade quando li, uns meses mais tarde num quadradinho recôndito n`"A Bola", que o central da Juventus Júlio César, num jogo do Brasil, tinha sido assaltado e perdido a medalha de vencedor dessa Taça UEFA. Anos mais tarde, com os ultras da AS Roma num Roma-D. Kiev, foi com prazer e raiva que cantei o mítico cântico anti-juventino: E’ lunedì, che umiliazione, andare in fabbrica a servire il tuo padrone, oh Juventino cucciapiselli, di tutta quanta la famiglia Agnelli, e Juve merda, Juve juve merda, e Juve merda...


Desde Maio do ano passado que todos nós, benfiquistas, vivemos com medo. Do Kelvin, do Ivanovic, da nossa própria sombra. A equipa passeia pelo campeonato, está segura de si mesma e está rodeada de adeptos em coletes de forças, cheios de medo de serem felizes (isto não é nenhuma crítica, ninguém tem mais medo e está mais traumatizado do que eu). Em Maio do ano passado, fomos pontapeados na cabeça várias vezes, gozados por tudo e por todos. Em Abril deste ano, estamos mais do que vivos, às portas de tudo. Exijo o campeonato. Está aí mesmo, quase, quase. É o nosso principal objectivo, aquele em que estamos todos concentrados. Mas é tempo, também, de o Benfica querer mais. O Benfica far-nos-á imensamente feliz se for campeão, mas nesta fase não pode querer só campeão. Tem mais por conquistar e deve olhar para a Juventus e para a Liga Europa como uma oportunidade. Uma oportunidade de lembrar o grande Eusébio e o seu golo histórico à Juve em 1968. Uma oportunidade de vingar aquela fabulosa equipa de 1993. E tem uma oportunidade de ir a Turim e conquistar aquilo que Amesterdão nos tirou. 

O Benfica, se for campeão, já faz uma grande época. Mas, se o Benfica eliminar a Juventus e for a Turim ganhar a Liga Europa, esquecerá não só os traumas de 2013, como lembrará Eusébio e vingará uma geração que ficou marcada por não poder continuar a celebrar aqueles dois golos de Vítor Paneira. 

Benfica, vou fazer-te uma oferta que não podes recusar: está na hora de te vingares. Está na hora da vendetta.






quinta-feira, 10 de abril de 2014

Para a C., com amor

Há quase um ano, a C. escreveu-me isto. O Benfica tinha acabado de se qualificar para a final da Liga Europa e eu não cabia em mim de contente com o que Cardozo acabara de fazer ao Fenerbahçe. O amor e a raiva dela resultaram num feitiço de tal maneira poderoso que nem a Taça escapou. E hoje aqui estou para devolver a gracinha.

A C. é a pessoa mais do Porto que eu conheço. Antes de conhecer a C. e a família, eu achava que os adeptos do Porto eram todos uns selvagens que comiam com as mãos. Para mim, ser do Porto era ser mau. Ser do Porto significava não só torcer pelo clube que mais merece acabar no mundo, mas também simbolizar tudo o de mais maligno que há no planeta. E não era um mau fixe, tipo Darth Vader ou Dexter. Era mais tipo Miguel Relvas. 
Mas não, a C., exceptuando o clube, é a melhor pessoa do mundo. Tem pinta, sentido de humor e dá uma abada ao mundo inteiro em bondade. Só que é do Porto. Há um ano, a C. escrevia a que foi, para mim, a melhor frase de sempre do blog: "Eu amo o M. e o M. ama o benfica. E estar a apenas um ser humano de distância de amar o benfica envergonha-me". É-me impossível verbalizar melhor do que isto. Mesmo depois de casados, a viver debaixo do mesmo tecto uma série de tempo, ainda me é estranho quando a C., a melhor mulher, filha, irmã, tia e nora do mundo, diz que vai jogar "o Portinho" como se aquele clube não merecesse passar 50 séculos debaixo do Atlântico.

A C., que já correu mais estádios do que eu, que é - repito - a pessoa mais do Porto que eu conheço (e, convenhamos, espero ficar por aqui. Adoro a C. e a família dela, mas há um limite de portismo na vida de uma pessoa e eu já estou a fazer quatro ou cinco quotas), anda furiosa. Não se podem juntar o nome próprio Paulo e o apelido Fonseca na mesma frase sem ela espernear e fazer um esgar de vómito. Vê os jogos do Porto num estado de ansiedade entre partir a televisão e partir a televisão com ainda mais força. Eu, infelizmente, compreendo. A C. está mal habituada. O Porto, infelizmente, ganhou mais do que perdeu no tempo de vida dela, e esta época tão Benfica 1998 está a dar cabo dela. 

Eu amo a C. e todos os dias me apetece abraçá-la, mesmo sendo ela uma pessoa que é incapaz de admitir que o Katsouranis tocou na bola e só na bola naquele lance com o Anderson. Mas, apesar deste amor que não tenho vergonha nenhuma de aclamar em público, preciso muito que a mulher da minha vida pague a praga que me rogou o ano passado. Portanto, C., o que eu mais quero - além de todos os títulos do Benfica esta época em futebol masculino de seniores (convém uma pessoa especificar bem que é para o divino não nos entregar um título de futsal por engano) - é que o teu clube se afunde ainda mais esta época. 
Assim, deviam começar por perder já daqui a umas horas nos penalties em Sevilha, com lesões graves de Mangala, Danilo e Ghilas e com o Beto a marcar o penalty decisivo. Espero ainda que o meu clube passe as meias das duas taças contra o teu com golos em fora-de-jogo aos 92 minutos (o Cardozo, ao fazer o 0-7 aos 92 minutos  na Taça da Liga, levanta uma camisola com a inscrição: "Espaço C."). 

Depois de tudo isto, só porque gosto muito de ti e tu não mereces tanto sofrimento, assino um empate no clássico da última jornada que te permite segurar o 4º lugar à frente do Nacional, dado que o Estoril dá 3-0 em Alvalade à mesma hora. Desde que, claro, o Benfica entre em campo já campeão e com todos os jogadores com o cabelo à Paulo Fonseca. 

Pré-venda do livro

O livro "Lá em casa mando eu!" já está disponível para encomenda. Podem ver aqui:

Bertrand

FNAC

Wook

A partir de 18 de Abril, estará à venda nas principais livrarias: FNAC, Bertrand, Continente, etc.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Desliguem tudo, por favor

Uma das grandes vantagens que nós, fanáticos, temos sobre as pessoas normais é que dificilmente nos apanham a ver a festa de um rival. É verdade que sofremos mais, mas isso até pode ser usado a nosso favor. O M., por exemplo, o ano passado perdeu dois quilos com o golo do Kelvin e, se na altura me preocupou e pareceu até um bocado exagerado (não pela dimensão do sofrimento que, esse, era totalmente adequado, mas devido à condição física do M., que já não tem muitos quilos para perder), quantas pessoas não matariam por perder peso com esta "facilidade"? O mundo das dietas e dos sumos detox iria à ruína se descobrissem que basta perder três competições numa semana.

Dizia eu que há uma grande vantagem em levarmos isto muito a sério. Enquanto que uma pessoa normal é capaz de estar sentada no seu sofá, a fazer zapping, e a ver os festejos de um clube rival, como se isso não fosse pior que ser comido por um urso, nós temos o privilégio de desconhecer essa realidade. Não sei se sou só eu que tenho esta incrível virtude, mas eu nunca vi um clube que não o meu a fazer a festa. É certo que isso não acontece muitas vezes, mas não pode desvalorizar-se o trabalho que isto dá. Fanático que é fanático está convencido que só o seu clube é que sabe festejar e que nenhumas imagens, jornais, ou conversas de café valem a pena ou sequer fazem sentido quando é um rival a ganhar.

O M. garante que, durante o Penta, não via jogos nas Antas porque o FCPorto ganhava sempre. Já eu,  por exemplo, esta época não vejo um jogo do benfica desde a nossa derrota na luz. Quando o M. vai ao estádio, posso ficar sossegadinha a fazer coisas mais importantes como chorar em comédias românticas. De vez em quando, ligo a televisão ou a internet, confirmo que o resultado não me agrada e lá regresso eu ao mundo maravilhoso em que os protagonistas vão acabar por ficar juntos. Ai, a vida é tão simples quando não envolve futebol.

O problema, claro está, é quando o M. decide arruinar os meus planos. Logo a mim, que sou tão boa mulher que aceitei jantar fast-food no dia em que ele fazia 30 anos para chegarmos mais cedo e ele poder ver o jogo. Ninguém valoriza isto, não é? Se soubessem o que me custou estar enfiada num quarto, sem nada para fazer numa bonita cidade espanhola, enquanto ele sorria para o computador...

Mas uma mulher não é de ferro, certo? Estava 2-0, já ia nos 60 e tal minutos, via-se bem que ia dar goleada e eu tive que pedir-lhe para desligar. O meu lado de adepta fanática percebeu o olhar que ele me deitou, uma mistura entre "também não gosto mais de ti" e "quem é esta pessoa que ousa não querer ver o benfica?", mas o meu lado de portista fanática não aguentava mais. Aquela excitação a cada ataque, aquelas referências ao campeonato quase conquistado e o rio ave a dormir em vez de os matar a todos (DÁ-LHES UMA MOCADA NA CABEÇA E FOGE, NUNO, pensava eu)... De certeza que também já vos aconteceu, espero.

Como, além de fanáticos, somos um casal bastante fofinho, chegamos a um consenso e ele pelo menos tirou o som e desviou o ecrã para eu não ver mais. E eu não o valorizei muito na altura, porque ele continuou a sorrir para o computador e eu continuei a sentir que estava demasiado próxima de uma festa do benfica, mas a verdade é que, quando é ao contrário, eu bem sei o que custa ter de conter a nossa alegria. Por isso, obrigada M., e espero que também estejas na dúvida se foi mesmo boa ideia isto de nos apaixonarmos porque a vida seria bem mais fácil se não tivéssemos de aturar o clube do outro.

Não que me importasse de trocar, claro. Quando o M. perdeu dois quilos por causa do Kelvin, eu era a pessoa mais feliz do mundo e agora estou uma mistura entre "não ter vontade de viver" e "viver só para assegurar a extinção do benfica". Só que eu estou sempre do lado certo, quer seja a ganhar ou a perder: sou dos bons, dos melhores, dos azuis e brancos. E é nestas alturas que menos percebo o M. por ser de um clube tão horrível. Porra, das poucas vezes que ganham então é que são mesmo detestáveis. Não que eu saiba muito bem como é que isto agora funciona. Nunca vi.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Raiva

Às vezes tenho um bocado de inveja do M.. Não do clube que ele é, claro, porque preferia ser capturada por extraterrestres e enviada para um planeta distante onde não houvesse nem um raio de sol ou uma gota de água do que torcer algum dia por aquilo. Mas da maneira como ele vive o futebol, de como ele sofre.

Como é que eu hei-de explicar isto? Não é que ele sofra mais, porque Pinto da Costa me livre de algum dia eu passar por essa vergonha de vermos um Porto-benfica no mesmo sofá e ele parecer às outras pessoas mais doente do que eu. É a forma de sofrimento, percebem? A maneira como ele, nas derrotas, fica com os olhos vermelhos, sem vontade de comer, com uma voz arrastada e melancólica que deixa toda a gente à sua volta sem saber o que dizer. Sim, acho que me consegui explicar: tenho inveja do meu marido porque, quando o clube dele perde, ele fica com ar de que morreu alguém.

Claro que ele conseguiu atingir esta forma fantástica porque já sofre há muitos anos. Nós conhecemo-nos num jogo em que o benfica perdeu, o que diz muito do que tem sido não só a nossa relação, mas também os nossos clubes. Parecendo que não, uma pessoa começa a ganhar calo e depois torna-se num daqueles adeptos que até quando ganha chora desalmadamente, porque parece que é o fim do mundo e a qualquer altura o céu vai cair em cima de todos nós porque o benfica está prestes a ser campeão.

Não é por acaso: esta época está mesmo a ser o fim do mundo. E, por mim, o céu devia mesmo cair em cima de todos nós. É uma coisa que desejo ardentemente, aliás, desde que o Paulo Fonseca inventou aquele duplo-pivot. É mesmo aqui que está a diferença entre nós os dois: quando eu perco, não fico propriamente triste. Fico com raiva.

Quando eu digo raiva não estou só a falar naquela vontade que qualquer adepto tem de pegar no João Capela e enviá-lo para uma jaula cheia de leões com um grande e suculento bife colado naquela careca. Não, isso é perfeitamente normal. A minha raiva transforma-se mesmo num estado de espírito: tudo me irrita, tudo está mal, toda a gente é idiota. Em linguagem feminina, parece que estou com TPM o tempo todo.

É isso, às tantas é mesmo isso. O FCPorto perder altera até as minhas hormonas mais profundas. Mexe comigo, transforma o meu corpo, a minha mente. Daí que eu precise tanto que isto acabe. O campeonato, claro, que eu espero que termine com um terramoto "trágico", com epicentro no Marquês de Pombal, pior do que o de 1755 (M., só digo isto porque sei que vais estar aqui no Porto, seguro e comigo, não sou uma pessoa assim tão raivosa). Mas sobretudo esta nuvem negra que paira sobre o meu clube, este azar, esta incompetência, esta semelhança entre o nosso futebol e o de qualquer equipa de Lisboa que ganha um campeonato de muitos em muitos anos.

Preciso que isto acabe, mas ainda quero muito que isto não acabe assim tão mal. Estou com muita raiva de não acreditar muito no que podemos fazer daqui até ao fim, e até do que não nos deixam fazer, mas tenho que terminar com um apelo: ganhem hoje, ganhem para a semana, ganhem tudo o que ainda puderem. Não é só uma época horrível do FCPorto que está em causa. É que eu estou insuportável mesmo.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

Marquem na vossa agenda



A partir de dia 18 de Abril, estará à venda. Com textos do blog, mas também muitos originais!

O lançamento será feito a duas mãos, naturalmente. Mais à frente contaremos tudo :)