As pessoas que não nos conhecem ficam muito surpreendidas quando dizemos que não vemos os jogos juntos, porque de um casal, e de um que ainda por cima gosta muito de bola, espera-se que faça tudo em conjunto, especialmente o que mais gosta. Mas o que esta relação nos ensinou é que perder tempo a discutir arbitragens um com o outro não contribui para nada além de um eventual divórcio.
Infelizmente, às vezes não me consigo desmarcar do M., como o Brahimi da defesa do Vitória, e fico, ao contrário do argelino, em fora-de-jogo. Isto é, tenho de ver um jogo com o meu marido. O que já é normalmente mau, mas piora consideravelmente quando estamos perante um grande e escandaloso roubo. Que foi o que aconteceu no último domingo.
Podia vir para aqui falar da má primeira parte do FCPorto, de como entrou mal Tello, de como Evandro parece merecer a titularidade, de como não percebo a entrada de um avançado aos 89 minutos, mas há momentos em que realmente isto não interessa muito. Pode ficar bonito, apontar as falhas que ainda é normal esta equipa ter, dá assim um ar de intelectual da bola porreiro, mas quando estamos a falar de um grandessíssimo roubo acho isso uma perda de tempo para um adepto.
Já devíamos, no entanto, estar habituados. Não é preciso recuar muito. O ano passado, quando até o totó do Fonseca ia em primeiro, uma arbitragem escandalosa fez questão de roubar os primeiros pontos ao FCPorto. Seríamos campeões se não tivesse acontecido? Bem, na verdade não. Mas cansa um bocado isto do primeiro sinal de destabilização vir de fora.
Por isso, espero que desta vez os portistas estejam mais atentos. Eu sei que é quase impossível pedir-vos que não assobiem a próxima hesitação da equipa, mas pensem nisto quando levarem a merda desses dedos à boca: o que estas inocentes arbitragens fazem é levar-nos a duvidar, a criticar, a colocar em questão um trabalho que, a meu ver, está a ser bem feito. E isso parece-me um bocado estúpido.
Portanto, a nossa relação sobreviveu a mais um domingo de roubo ao FCPorto. À custa de muito silêncio, muita omissão de pensamentos e de um controlo notório sobre a vontade que temos de denunciar o outro à polícia, como quando o M. disse que não era penalty a nosso favor. A sério, é nestas alturas que eu não percebo como posso gostar tanto de uma pessoa tão vil.
P.S. Queremos deixar por escrito um elogio ao presidente do Vitória pela atitude depois da vergonhosa carga policial sobre os adeptos. Não é qualquer um que faz aquilo. Os nossos parabéns.
Podia vir para aqui falar da má primeira parte do FCPorto, de como entrou mal Tello, de como Evandro parece merecer a titularidade, de como não percebo a entrada de um avançado aos 89 minutos, mas há momentos em que realmente isto não interessa muito. Pode ficar bonito, apontar as falhas que ainda é normal esta equipa ter, dá assim um ar de intelectual da bola porreiro, mas quando estamos a falar de um grandessíssimo roubo acho isso uma perda de tempo para um adepto.
Já devíamos, no entanto, estar habituados. Não é preciso recuar muito. O ano passado, quando até o totó do Fonseca ia em primeiro, uma arbitragem escandalosa fez questão de roubar os primeiros pontos ao FCPorto. Seríamos campeões se não tivesse acontecido? Bem, na verdade não. Mas cansa um bocado isto do primeiro sinal de destabilização vir de fora.
Por isso, espero que desta vez os portistas estejam mais atentos. Eu sei que é quase impossível pedir-vos que não assobiem a próxima hesitação da equipa, mas pensem nisto quando levarem a merda desses dedos à boca: o que estas inocentes arbitragens fazem é levar-nos a duvidar, a criticar, a colocar em questão um trabalho que, a meu ver, está a ser bem feito. E isso parece-me um bocado estúpido.
Portanto, a nossa relação sobreviveu a mais um domingo de roubo ao FCPorto. À custa de muito silêncio, muita omissão de pensamentos e de um controlo notório sobre a vontade que temos de denunciar o outro à polícia, como quando o M. disse que não era penalty a nosso favor. A sério, é nestas alturas que eu não percebo como posso gostar tanto de uma pessoa tão vil.
P.S. Queremos deixar por escrito um elogio ao presidente do Vitória pela atitude depois da vergonhosa carga policial sobre os adeptos. Não é qualquer um que faz aquilo. Os nossos parabéns.

